O chanceler cubano denunciou novas sanções dos EUA contra entidades estatais e criticou o endurecimento da pressão econômica sobre a ilha.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, condenou nesta terça-feira as novas medidas restritivas impostas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos contra cinco entidades ligadas ao grupo empresarial estatal GAESA e a setores industriais e de mineração do país.
O chanceler cubano afirmou que essas ações integram uma estratégia de pressão econômica prolongada sobre a ilha e buscam aprofundar o impacto do bloqueio. Rodríguez classificou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, como “desonesto e mentiroso” e assegurou que a política impulsada desde Washington constitui uma forma de castigo coletivo contra a população cubana.
“O que esse indivíduo impulsiona desde a maior potência do mundo é um crime”, declarou o chefe da diplomacia cubana em referência a Rubio.
As sanções fazem parte de uma política de “asfixia econômica” que busca enfraquecer o país por meio de restrições financeiras e comerciais. As medidas afetam entidades como Rafin, o Banco Financeiro Internacional, Almacenes Universales, além da empresa estatal Geominera e da Siderúrgica José Martí (Antillana de Acero), um dos principais complexos industriais do país.
Washington incluiu ainda novas restrições contra pessoas ligadas ao entorno político cubano, o que foi interpretado por Havana como uma ampliação do alcance extraterritorial das sanções.
O governo dos Estados Unidos justifica essas ações com base em motivos de segurança nacional e combate a supostas atividades ilícitas, embora Cuba sustente que se trata de uma intensificação do bloqueio econômico.
Rodríguez afirmou que as consequências dessas políticas se refletem na escassez de combustível, nos apagões e nas dificuldades do sistema produtivo na ilha.
Desde janeiro, a administração do presidente americano, Donald Trump, acumulou mais de 240 sanções contra Cuba e reforçou o embargo com novas medidas financeiras, energéticas e comerciais. A Casa Branca sustenta que Cuba representa uma ameaça à segurança nacional americana.
Cuba considera as medidas como uma tentativa deliberada de provocar fome, colapso econômico e desespero social. Havana acusou Washington de aplicar uma política genocida contra a ilha.
Fonte: HispanTV.
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