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Durante a 5ª Conferência Nacional, Mulheres cobram direitos e voz

A 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM), realizada em Brasília em 29 de setembro de 2025, com o lema “Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas”, reuniu cerca de 4 mil mulheres para debater e cobrar direitos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu discurso de abertura, homenageou as participantes e as mulheres anônimas que lutam pelo desenvolvimento do Brasil, afirmando que “O futuro da humanidade é feminino”.

© Antonio Cruz/Agência Brasil

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, enfatizou a importância de escolher, nas próximas eleições, candidatos que demonstrem compromisso com os direitos das mulheres, criticando a desvalorização feminina em diversos setores da sociedade.

A conferência serviu como plataforma para a voz plural de mulheres da sociedade civil:

Clátia Vieira, representante da Marcha das Mulheres Negras e coordenadora executiva do Fórum Nacional de Mulheres, anunciou a 2ª Marcha Nacional de Mulheres Negras, a ser realizada em 25 de novembro (Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres), e cobrou políticas públicas efetivas e práticas antirracistas urgentes para as mulheres negras, que representam a maioria da população brasileira.

Iyá Sandrali Bueno, do Conselho Nacional de Direitos da Mulher (CNDM), destacou a interseccionalidade como princípio civilizatório e essencial para a democracia, enfatizando que não há justiça social sem a centralidade das mulheres negras.

•Melissa Vieira, da Marcha das Margaridas, celebrou o retorno da conferência após quase uma década e ressaltou o papel fundamental das mulheres do campo, das águas e das florestas na retirada do Brasil do Mapa da Fome da ONU, defendendo a agroecologia e a transformação do luto em luta.

Josy Kaigang, liderança da Marcha das Mulheres Indígenas, defendeu a demarcação de terras indígenas e quilombolas e a inclusão dos povos originários na construção de políticas públicas, ressaltando a importância de “aldeiar” o Estado e a política.

Bruna Benevides, travesti e ativista pela visibilidade trans, cobrou a ocupação de 50% dos parlamentos por mulheres, cotas trans em concursos e universidades, e defendeu o direito ao aborto livre e seguro, além da luta contra a exploração de crianças e adolescentes.

Janaína Farias, membro da Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL) e representante da Caminhada de Lésbicas e Bissexuais (Les-Bi) de São Paulo, denunciou a falta de políticas públicas específicas para a saúde de mulheres lésbicas e bissexuais, clamando por mais cuidado e visibilidade para essas comunidades.

As participantes da conferência reforçaram a necessidade de justiça econômica, reprodutiva, racial e climática como pilares de um Estado democrático e inclusivo, reafirmando o compromisso de continuar a luta por direitos e liberdade.


Com informações de Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil


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