Segunda-Feira, 27 de Outubro de 2014

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Mais de 438 soldados ucranianos pedem asilo na Rússia.

De acordo com o porta-voz da guarda de fronteira da Região Rostov Vasily Malaev, um total de 438 soldados, incluindo 164 guardas de fronteira da Ucrânia, foram

Publicada: 04/08/2014 - 12h22m|Fonte: RT|Versão para impressão|

  • Mais de 400 soldados ucranianos largam as armas e pedem refugio na Rússia
  • Mais de 400 soldados ucranianos largam as armas e pedem refugio na Rússia
    Foto: Reuters / Marko Djurica


Mais de 400 soldados ucranianos receberam permissão para atravessar a fronteira para a Rússia depois de solicitarem refúgio. É o maior, mas não o primeiro caso de deserção de soldados ucranianos envolvidos na repressão militar de Kiev, contra o leste do país que solicitam abrigo na Russia.

De acordo com o porta-voz da guarda de fronteira da Região Rostov Vasily Malaev, um total de 438 soldados, incluindo 164 guardas de fronteira da Ucrânia, foram autorizados a entrarem na Rússia na noite de domingo.

O funcionário acrescentou que um dos soldados estava gravemente ferido e foi encaminhado para o centro cirúrgico no Hospital local.

Os soldados ucranianos foram alojados em um acampamento montado perto do posto de controle, por onde entraram na Russia.
Os guardas de fronteira russos estão fornecendo-lhes alimentos e roupas de cama.

Filmagem feitas pelo imprensa russa mostram os soldados ucranianos recebendo alimentação e descansando em seus abrigos temporários. Aqueles que concordaram em falar as câmeras disseram estar aliviados por estarem em segurança pela primeira vez em semanas.

"Foi-nos dada uma ordem para deixar as posições e ir para a Russia através de uma rota segura. Claro que, eu diria, isso nos vez ir mais rápido" informou um dos soldados, um motorista de BMP que não quis se identificar nem mostrar seu rosto.

"Foi tão ruim lá atrás. Muitas mortes e coisas ruins. Podemos descansar aqui. Eles nos deram a chance de tomarmos banho , nos deram roupas novas. Somos gratos"

"Temos estado nesses campos por mais de seis meses e estamos muito cansados", acrescentou Dmitry um outro soldado ucraniano.

O soldado Yaroslav, disse que deseja voltar para sua família, na Ucrânia. "Eu quero fazer algo pacífico. Meu contrato expirou há quatro meses" explicou.




No domingo, a milícia anti-governo ucraniano informou que estava em negociações com um grande contingente de tropas ucranianas que estavam cercadas na na região de Lugansk, sobre uma possível rendição.

As negociações estavam sendo dificultadas pela intenção das tropas de destruir cerca de 70 veículos blindados na sua posse antes de depor as armas, que a milícia queria captura intactas.



O posto de fronteira de Gukovo, através do qual as tropas ucranianas cruzaram para o território russo, estão localizados na fronteira da Rússia com a região de Lugansk na Ucrânia, indicando que estas são as mesmas tropas que estavam negociando com a milícia. Se assim for, não ficou imediatamente claro se os veículos foram realmente destruídos.

O fluxo de desertores das fileiras do exército ucraniano e da Guarda Nacional parece estar aumentando em meio à escalada de violência na região de Donetsk e Lugansk, onde Kiev está lutando contra as milícias armadas anti-governamentais.

No final de julho 41 soldados ucranianos fugiram para a Russia para escapar dos combates no leste da Ucrânia. Eles agora estão sendo processados na Ucrânia por desertar no calor da batalha.

A tropas ucranianas, enquanto muito superio à milicia em termos de armamento pesado, sofre de logística deficiente. Muitos soldados queixam-se de falta até mesmo de suprimentos básicos, como alimentos e água na linha de frente.

A situação é agravada por casos de negligência do comando, com unidades recebendo equipamentos com defeito. Casos de soldados atingidos por fogo-amigo enquanto se retiravam e contra ataque das milícias e eram deixados para trás.

Um vídeo do youtube supostamente mostra um soldado ucraniano explicando como ele tem que pegar e cozinhar cobras porque sua unidade não recebe suprimentos.



Há uma crescente resistência á campanha militar entre a população ucraniana, com vários casoso de protestos de massa contra a mais recente mobilização, com mães e esposas dos reservistas saindo ás ruas para exigir a não convocação de seus filhos ou maridos pelo exército.

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