Segunda-Feira, 27 de Outubro de 2014

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Gaeco investiga coordenador de campanha de Beto Richa em Londrina por suposto golpe de R$ 100 milhões

Gérson Araújo coordena a campanha do governador-candidato Beto Richa (PSDB) em Londrina e não é o primeiro dos seus generais a se envolver em falcatruas.

Publicada: 24/09/2014 - 17h17m|Fonte: Blog do Ismael|Versão para impressão|

  • O vereador e ex-prefeito de Londrina Gérson Araújo (PSDB) está sendo investigado pelo GAECO
  • O vereador e ex-prefeito de Londrina Gérson Araújo (PSDB) está sendo investigado pelo GAECO
O vereador e ex-prefeito de Londrina Gérson Araújo (PSDB) é investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por suposto favorecimento à construtora Iguaçu do Brasil, suspeita de ter aplicado um golpe milionário na cidade. O vereador e o ex-chefe de gabinete William Polaquini Godoy estiveram na sede do Ministério Público na tarde de segunda-feira (22) para prestar depoimento.

Gérson Araújo coordena a campanha do governador-candidato Beto Richa (PSDB) em Londrina e não é o primeiro dos seus generais a se envolver em falcatruas.


O Blog do Esmael noticiou em agosto a prisão do Prefeito de Terra Rica, Mi Molina, que coordenava a campanha de Richa no Noroeste Paranaense.

Sobre o caso de Araújo, o delegado do Gaeco, Ernandes Cézar Alves, explicou que o dono de um terreno, localizado na Avenida Henrique Mansano – em frente ao Estádio do Café – teria sofrido uma suposta pressão política para que a área fosse negociada com a construtora. Segundo os relatos da suposta vítima, a negociação da venda do terreno para a Iguaçu do Brasil estaria avançada quando foi procurado por Godoy.

O fato teria ocorrido quando Gérson Araújo assumiu o cargo de prefeito de Londrina, após a cassação de Barbosa Neto (PDT) e a prisão seguida de renúncia de Joaquim José Ribeiro (sem partido) em 2012.

“Ele [William Godoy] teria entrado em contato para informar que a Prefeitura tinha interesse em desapropriar o terreno. Por conta dessa informação, ele rapidamente fechou negócio com a Iguaçu do Brasil. Nossas investigações seguem no sentido de apurar se esse interesse na desapropriação era legítimo ou se isso foi feito para que a venda do imóvel ocorresse de maneira mais rápida”, explicou o delegado.

O primeiro contato do ex-chefe de gabinete, de acordo com o delegado, foi feito junto aos antigos proprietários do terreno em 23 de novembro de 2012. Poucos dias depois, em 5 de dezembro do mesmo ano, o imóvel foi vendido para a Iguaçu do Brasil. Como o dinheiro prometido não foi pago em sua totalidade, as vítimas procuraram o Gaeco. “O terreno fez parte, efetivamente, do golpe aplicado pela construtora em Londrina”, afirmou o delegado.

Alves não deu detalhes sobre o depoimento dos investigados, mas revelou que Araújo e Godoy negaram qualquer tipo de relação com a construtora. Além disso, o delegado tomou conhecimento de um requerimento assinado pelo vereador sugerindo ao prefeito Alexandre Kireeff (PSD) que solicitasse a desapropriação da área. O documento, porém, não foi protocolado – o que teria impedido a tramitação normal do pedido.

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