Segunda-Feira, 01 de Julho de 2013

Página Inicial>Variedades

Busca social semântica do Facebook decepciona

Para variar, o implacável mercado esperava mais.

Publicada: 16/01/2013 - 14h17m|Fonte: IDGNOW!|Versão para impressão|

  • Busca social semântica do Facebook decepciona
Publicada em 16/01/2013 11:24

Logo após o anúncio da nova ferramenta de busca social do Facebook, a Graph Search, as ações da companhia caíram 3%, encerrando o dia com recuo de 2,74%, negociadas a US$ 30,10. Pouco antes da coletiva de imprensa, as ações chegaram a atingir alta de cerca de 1%, negociadas a US$ 31,24. O preço máximo do dia foi US$ 31,59.

Qual a razão para o ceticismo do mercado? O modelo de busca, que a distância da concorrência direta do Google? O fato de não ajudar realmente os usuários a acessarem conteúdos compartilhados por eles, já que a busca semântica ainda não localiza informações em postagens nos murais, e sim preferências e recomendações? Talvez isso tenha contribuído… Não por acaso as ações do Google mantiveram-se estáveis ontem. Estragos, a Graph Search fez mesmo em serviços de recomendações, como o Yelp, cujas ações caíram mais de 7% depois do anúncio do Facebook.

Mas me arrisco a dizer que os dois principais motivos foram mesmo os problemas com privacidade que podem surgir a partir das buscas semânticas no imenso banco de dados do Facebook e, mais relevante ainda, o fato de a nova busca não funcionar nas plataformas móveis da rede social.

Aos olhos do mercado, Mark Zuckerberg e equipe continuam mantendo dois erros históricos: ignorar tudo o que existe na Web para além dos muros do Facebook e pouco fazer para melhorar a experiência dos usuários nas plataformas móveis, ampliando as chances de monetizá-las.

O resto da Web continua coberto via Bing, a ferramenta de busca da Microsoft, agora associada à Graph Search. Durante o lançamento, Zuckerberg evitou dar detalhes do acordo para a imprensa. Mas dificilmente o Facebook escapará de dar as devidas explicações aos investidores e acionistas. A troca de informações entre as duas ferramentas tem potencial para rivalizar com o Google no mercado de publicidade associada às buscas. De torná-las concorrentes de peso para o “Search Plus Your World” do Google, que mistura dados pessoais com dados da web. Mas como essa receita será repartida?

Comentários dos leitores

Confira abaixo os comentários realizados pelos nossos leitores.

 
Siha nos no Twitter

Recomendações Facebook