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Senadores Republicanos Apresentam Projeto de Lei para Criminalizar Países que Recebem Médicos Cubanos

Este instrumento jurídico propõe que os Estados que recebam ajuda cubana sejam incluídos na lista anual de tráfico de pessoas dos EUA.

A primeira brigada médica cubana do contingente Henry Reeve chega ao Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, Cuba, na segunda-feira, 8 de junho de 2020. Foto: Yamil Lage / AP
A primeira brigada médica cubana do contingente Henry Reeve chega ao Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, Cuba, na segunda-feira, 8 de junho de 2020. Foto: Yamil Lage / AP

Um grupo de senadores republicanos norte-americanos apresentou um projeto de lei para penalizar os países que contrataram os serviços de pessoal médico cubano.

RT – Espanhol

Os senadores Rick Scott, Ted Cruz e Marco Rubio apresentaram o projeto de lei intitulado “Travando os lucros do regime cubano”, que pede ao Departamento de Estado que publique a lista dos países que têm contratos com o programa de missões médicas de Cuba e que considere incluí-los no relatório anual de Tráfico de Pessoas.

Este grupo de parlamentares afirma que Cuba recebe cerca de 7 bilhões de dólares por ano por prestar seus serviços profissionais, incluindo missões médicas, e que este “programa é uma das maiores fontes de renda da ditadura cubana, mas raramente paga um salário vivo aos profissionais de saúde”.

De acordo com a declaração explicativa na página pessoal de Scott, “Cuba está usando a pandemia para explorar seus próprios profissionais de saúde para fins lucrativos, enquanto a ilha precisa desesperadamente de medicamentos, equipamentos médicos e profissionais de saúde”.

Qué propone el proyecto

  • Que o Departamento de Estado publique a lista de países que têm contratos com o governo cubano para o seu programa de missão médica.
  • Exige que os contratos sejam considerados pelo Departamento de Estado como um fator na classificação daquele país no relatório de Tráfico de Pessoas.
  • Que a classificação do país anfitrião não é afetada se pagar diretamente aos médicos cubanos, se lhes permitir trazer seus parentes e se Cuba não receber nenhuma compensação.

A cooperação médica internacional cubana tem sido frequentemente atacada por Washington e pelos governos da Bolívia e do Brasil, que os expulsaram de seus países. Segundo Díaz-Canel, o governo americano “mente e calunia” sobre o trabalho desses profissionais de saúde, que estão em cerca de trinta países para prestar atendimento em meio à crise do coronavírus.

Em 10 de abril, o subsecretário de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Michael G. Kozak, declarou que o governo cubano não estava cumprindo as convenções internacionais de trabalho ao “tráficar” especialistas de saúde.

Tradução e adaptação de conteúdo originalmente publicado em RT