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Cara de pau: 28 mil militares não devolveram o auxílio emergencial na pandemia

Além do soldo, que é o salário recebido pelas Forças Armadas, muitos militares foram contemplados em abril com um outro benefício: o auxílio emergencial para o novo coronavírus. Mesmo desobedecendo vários critérios, 73 mil militares – um quinto de todos os homens e mulheres das Forças Armadas – tiveram o benefício criado pelo Governo Federal para ajudar trabalhadores informais e quem ficou sem renda por causa da pandemia depositado na conta.

Exército brasileiro. Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

Para ter direito, é preciso obedecer a alguns critérios – entre eles, ser maior de idade, ter renda de até três salários mínimos na família, não ter emprego formal e nem receber o seguro-desemprego. Além disso não pode ser militar ou receber dinheiro do governo em salário ou benefícios como a aposentadoria.

Há um mês, o Tribunal de Contas da União (TCU) mandou que todos devolvessem. Mas até agora, 28 mil não atenderam à essa ordem – com isso, R$ 17 milhões que ajudariam os brasileiros mais pobres continuam depositados nas contas dos militares.

A lista obtida pela CNN foi o resultado de um cruzamento entre a relação de funcionários do Governo Federal e de pessoas que tiveram o auxílio aprovado, entre eles 79 militares de alta patente, como tenentes e aspirantes a oficiais. O salário mediano dessas pessoas é de R$ 16 mil, ou seja, eles não precisariam dos R$ 600 do auxílio. Todos os dados obtidos pela reportagem são públicos.

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Conteúdo publicado originalmente em DCM