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Polícia mata um jovem que saiu para comprar um refrigerante no estado mexicano de Oaxaca

Alexander Martinez, de 16 anos, saiu na companhia de três jovens quando no caminho foram alvejados por tiros por um carro de polícia. A Procuradoria Geral abriu uma investigação sobre o assassinato.

Alexander Gómez, de 16 anos.Twitter / @carlosmeraki
Alexander Gómez, de 16 anos.Twitter / @carlosmeraki

Um jovem foi assassinado na noite de terça-feira, 9 de junho, pela polícia municipal de Acatlán de Pérez Figueroa, no estado de Oaxaca (sudoeste do México), quando ia comprar um refrigerante.

Alexander Martínez, 16 anos, saiu com três jovens para comprar uma bebida em uma loja da cidade de Vicente Camalote, localizada ao norte de Acatlán de Pérez Figueroa, quando o grupo de jovens foi alvejado a tiros por um carro patrulha.

A agência Quadratín Oaxaca noticiou que Alexander, um cidadão americano, morreu instantaneamente; um de seus companheiros, Carlos, foi ferido e levado a um hospital local; os outros dois jovens ficaram ilesos.

“Meu filho acabou de completar 16 anos. Isso não pode ser. Um carro patrulha o atacou pensando que ele estava carregando uma arma, mas meu filho não usa armas”, disse a mãe de Alexander em um vídeo postado nas redes sociais.
“Eu estou destruída”.

Cheia de raiva e com uma voz agitada, a mãe de Alexandre afirmou que seu filho “não era ruim”, nem tinha nenhum tipo de vício.

“A mim tiraram-me o sangue, meu bebé, era por ele que eu lutava, aquele pelo qual eu abria mão de minha vida pessoal para levá-lo para Orizaba, eu ia e voltava para que ele pudesse jogar futebol. Olha o que eles fizeram comigo, eles me destruíram”, disse ele.

Ao falar dos dois jovens que ficaram ilesos após o ataque da polícia, ela apontou que eles “não são criminosos, são crianças”.

A mãe de Alexander disse que depois que seu filho foi baleado, a polícia “não queria leva-lo ou dar-lhe primeiros socorros”.

Investigação

Em breve declaração, a Prefeitura de Acatlán de Pérez Figueroa lamentou com “profunda tristeza” o que aconteceu, embora tenha desculpado a polícia, dizendo que a missão da corporação é preservar a paz e a tranqüilidade, “não sendo um ato de má fé e pensando em prejudicar a comunidade”.

A Prefeitura informou que colocou o policial envolvido à disposição do Ministério Público “para que ele possa ser investigado e para que sejam tomadas as medidas necessárias para esclarecer este infeliz acontecimento”.

Em sua conta no Twitter, a Procuradoria Geral de Oaxaca informou que abriu o processo de investigação 18130/FCUE ACATLÁN/2020 pelo assassinato de Alexander. “A instituição realizará uma investigação exaustiva para esclarecer este fato e determinar as responsabilidades correspondentes”, disse a agência.

Indignação

O crime de Alexander Martinez foi perpetrado em meio à indignação nacional pela morte de Giovanni Lopez, um trabalhador da construção civil que morreu sob custódia policial, gerando fortes protestos em Guadalajara (estado de Jalisco) e na Cidade do México.

Com o selo #Justiça para Alexander, a Rede ficou repleta de mensagens de solidariedade para o jovem, que sonhava em se tornar um jogador de futebol.

Tradução e adaptação de conteúdo originalmente publicado em RT