Press "Enter" to skip to content

Brasil e México se tornam os países com mais mortes diárias por coronavírus

Com 1.349 e 1.092 mortes, respectivamente, as duas nações da região América Latina estão preocupadas com o forte avanço da pandemia.

Trabalhadores e familiares de um homem que morreu na covid-19 carregam um caixão no cemitério de San Lorenzo Tezonco, Cidade do México, em 3 de junho de 2020. Carlos Jasso / Reuters
Trabalhadores e familiares de um homem que morreu na covid-19 carregam um caixão no cemitério de San Lorenzo Tezonco, Cidade do México, em 3 de junho de 2020. Carlos Jasso / Reuters

Brasil e México são os países que registraram mais mortes diárias por covid-19 desde quarta-feira, com 1.349 e 1.092 mortes, respectivamente, no último dia. Assim, o Brasil acumula 32.548 mortes, enquanto México já conta com 11.729.

O caso brasileiro já estava alarmando o mundo há várias semanas, por ser o território mais afetado da América Latina. Segundo estatísticas do seu Ministério da Saúde, no último dia houve 28.633 infecções, elevando o número total para 584.016 infectados pelo coronavírus.

Neste contexto, o presidente Jair Bolsonaro acaba de confirmar o general Eduardo Pazuello para chefiar a pasta da saúde, após a renúncia de seus dois ministros anteriores, devido a divergências. Da mesma forma, o chefe de estado não declarou a quarentena obrigatória, o que provocou o surgimento de atritos com alguns governadores.

Por outro lado, o México tem um total de 101.238 casos confirmados, com 3.912 novas infecções. Quanto ao número de vítimas diárias, há uma preocupação crescente, pois o número dobrou em um único dia. Na verdade, o pico anterior, anunciado na semana passada, foi de 501 mortes.

Neste contexto, o subsecretário de Saúde, Hugo Lopez-Gatellis, disse que a maioria das mortes não ocorre no mesmo dia do registro, mas ocorreram nas últimas semanas. Por sua vez, o presidente Andrés Manuel López Obrador também recebeu críticas por sua flexibilidade no tratamento da pandemia.

América Latina é a “zona vermelha” para o vírus

Nas últimas horas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) observou que a América Latina é a “zona vermelha” do surto global: “Eu caracterizaria a América Central e do Sul como o foco de transmissão do vírus e não acho que tenhamos atingido o pico”, disse Michael Ryan, diretor de Emergências Médicas.

Segundo a última atualização da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o continente – incluindo a América do Norte – tem mais de 3 milhões de infecções e 168.500 mortes. Globalmente, a doença já causou mais de 6 milhões de infecções e quase 384 mil mortes.

Fonte: RT