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Assassinatos de líderes sociais na Colômbia aumentam 53% nos primeiros quatro meses de 2020

Um relatório da Fundação Ideas para la Paz (FIP) detalha que houve 49 homicídios, o que contrasta com os 32 registrados no mesmo período do ano passado.

Ato simbólico em memória de um ex-combatente morto das FARC, Bogotá, Colômbia, 25 de fevereiro de 2020.
Ato simbólico em memória de um ex-combatente morto das FARC, Bogotá, Colômbia, 25 de fevereiro de 2020.

Os homicídios de líderes sociais na Colômbia aumentaram 53% durante o primeiro trimestre de 2020, de acordo com um relatório recente da Fundación Ideas para la Paz (FIP).

Entre janeiro e abril deste ano, 49 líderes sociais foram assassinados na Colômbia, superando os 32 mortos durante o primeiro trimestre de 2019, segundo o relatório “Dinâmica do confronto armado e seu impacto humanitário e ambiental”.

Os distritos com mais homicídios de líderes sociais registrados neste período são Cauca (14), Putumayo (6) e Antioquia (5).

Sobre os autores dos crimes, a FIP informa que desconhece os responsáveis pelos assassinatos em 67% dos casos. No entanto, as dissidências das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e das Autodefesas Gaitanistas da Colômbia (AGC) “começaram a ter uma maior visibilidade na atribuição das agressões“, segundo o relatório.

Deslocamentos forçados

A desocupação forçada também aumentou 5 % durante os primeiros quatro meses de 2020, com 58 eventos registrados nesse período.

No departamento de Nariño, 18 eventos de desocupação massiva foram registrados, causados por confrontos entre grupos armados ilegais.

Em Putumayo, houve 17 deslocamentos individuais relacionados ao processo de substituição de cultivos através dos quais os agricultores se comprometem a destruir as culturas de coca e substituí-las por atividades legais. Entretanto, eles são constantemente ameaçados por grupos armados ilegais para não saírem desses campos.

O FIP também documentou o assassinato de 21 ex-combatentes das extintas FARC, que depuseram suas armas após a assinatura do acordo de paz entre o governo colombiano e a guerrilha.

Entretanto, o partido político Fuerza Alternativa Revolucionaria del Común (FARC) acusa o governo de não cumprir os acordos alcançados para a desmobilização dos ex-combatentes. Na terça-feira, os líderes denunciaram um “extermínio sistemático”, após a assinatura do acordo de paz.

Tradução e adaptação de conteúdo originalmente publicado em RT