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França considera “inaceitável” que uma empresa farmacêutica dê “acesso privilegiado” aos EUA à vacina contra a Covid-19.

O presidente executivo do grupo Sanofi defendeu que Washington “tem direito ao maior pedido antecipado porque investiu em assumir o risco”.

Um casal usando máscaras em frente à Torre Eiffel em Paris, França, em 18 de março de 2020. Benoit Tessier / Reuters

A vice-ministra francesa da Economia, Agnes Pannier-Runacher, rejeitou a posição da empresa farmacêutica Sanofi, que defende que os EUA devem ter prioridade para receber as primeiras vacinas se os testes da empresa forem bem sucedidos. “É inaceitável que haja acesso privilegiado de outro país sob um pretexto financeiro”, disse a funcionário em entrevista à Rádio Sud.

O presidente executivo do grupo Sanofi, Paul Hudson, disse na quarta-feira à Bloomberg que Washington “tem direito ao maior pedido antecipado porque investiu para assumir o risco”. Ele também disse que os Estados Unidos foram os primeiros a financiar a pesquisa da empresa francesa.

Hudson alertou que a Europa deve intensificar seus esforços para buscar proteção contra a pandemia ou o correria o risco de ser deixada para trás. Em fevereiro, os Estados Unidos ampliaram a colaboração da vacina com a empresa, então o gerente argumentou que se o país assumiu um risco para ajudá-los a desenvolver o produto, ele espera “obter as doses primeiro”.

Entretanto, em outra entrevista recente, a vice-ministra francesa assegurou que a empresa havia dito outra coisa, afirmando que, se a vacina fosse encontrada, ela seria acessível internacionalmente.

O chefe da Sanofi França me confirmou que a vacina seria acessível a todos os países, incluindo os franceses, especialmente porque tem capacidade de produção na França”, disse Pannier-Runacher, acrescentando que “o esforço para encontrar uma vacina em 18 meses não tem precedentes”.

Tradução e adaptação de conteúdo originalmente publicado em: RT