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Marinha colombiana retira oficiais e fuzileiros navais após apreensão de três lanchas de combate na Venezuela

O comandante da Marinha da Colômbia, Evelio Ramírez, anunciou nesta terça-feira a retirada de um coronel, um capitão, três oficiais subalternos e nove fuzileiros navais depois que três embarcações daquele corpo militar foram apreendidas no último dia 9 de maio nas águas do Rio Orinoco, em território venezuelano.

Barcos de combate com emblemas da marinha colombiana encontrados em território venezuelano.Twitter Patricia Villegas @pvillegas_tlSUR

Durante uma entrevista coletiva, Ramirez explicou que durante as investigações internas “foram encontradas falhas no comando, planejamento, controle e responsabilidade de supervisão” de um coronel da Marinha, comandante do 51º Batalhão de Infantaria e um capitão de Infantaria que servia como chefe de operações.

Segundo o alto comando, as retiradas surgiram “como consequência dos eventos ocorridos”, já que “o local onde as embarcações estavam estacionadas não reunia as condições de terreno estável e ancoradouro seguro”. Além disso, ele disse que as lanchas canhoneiras não poderiam estar juntas “por causa de sua capacidade de sobrevivência”.

O comandante também garantiu que “as autoridades colombianas insistirão até o fim ” para que a Venezuela “devolva os barcos” porque cada um deles está avaliado em mais de 170 milhões de pesos (aproximadamente 44 mil dólares) “sem incluir as armas a bordo”.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou há alguns dias que “cabe ao presidente da Colômbia” solicitar a devolução deste equipamento militar para que possa ser entregue “imediatamente”.

O pedido não é gratuito, pois Bogotá se recusa a reconhecer a autoridade do líder venezuelano e só considera o congressista Juan Guaidó como “presidente interino” do país, depois de ter se auto-proclamado no ano passado.

De acordo com as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) da Venezuela, os navios modelo Boston Wheeler, cada um com dois motores Evinrude de 175 HP, não estavam tripulados e encontravam-se “armados com metralhadoras de calibre 50 e M60 e suas respectivas munições”.

Quando a apreensão foi tornada pública, a Marinha colombiana garantiu que os três barcos “estavam em um Posto de Controle do Rio Meta, no departamento de Vichada, na fronteira colombiana-venezuelana”, e que no momento em que não eram tripulados, “foram arrastados pela correnteza”.

Esses eventos ocorreram seis dias após um grupo subversivo ter realizado uma tentativa fracassada de entrar na Venezuela pela costa centro-norte do país, a bordo de lanchas rápidas, que foram interceptadas e repelidas pelas forças de segurança.

Maduro denunciou que, após as confissões de vários detentos, não havia “dúvida” da participação do presidente colombiano Ivan Duque, sob as ordens de seu homólogo norte-americano, Donald Trump, na operação.

Tradução e adaptação de conteúdo originalmente publicada em: RT