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A Marinha colombiana alega que três lanchas de combate apreendidas pela Venezuela foram arrastadas para lá pela correntesa

E indicou que já entrou em contato com os militares venezuelanos “a fim de informá-los sobre a situação e coordenar a recuperação das embarcações”.

Imagem Ilustrativa / Membros da Marinha Venezuelana durante uma patrulha na costa do país – Twitter / @ArmadaFANB

A Marinha da Colômbia anunciou em 9 de maio que três embarcações que foram capturadas em território venezuelano, foram arrastadas para lá pela correnteza.

“Em fatos que são objeto de investigação, três embarcações da Marinha colombiana que estavam em um Posto de Controle do Rio Meta, na localidade de Vichada, na fronteira colômbia-venezuela, e que não estavam tripulados, foram arrastados pela corrente na madrugada de hoje”, informa seu comunicado.

Neste contexto, destacou que, segundo informações preliminares, “o evento ocorre quando o sentinela responsável pela segurança das embarcações percebe que, devido aos efeitos da forte corrente, as embarcações teriam sido arrastadas ao longo do rio, sem ter a oportunidade de recuperá-las”.

Segundo a Marinha colombiana, eles disseram que já haviam contatado “o Posto Naval da Marinha venezuelana em Puerto Paez, para informá-los da situação e coordenar a recuperação das embarcações, às quais expressaram sua disposição de apoiar, informando que fariam a localização das embarcações e a entrega correspondente.

Indicaram também que os militares venezuelanos confirmaram ter encontrado as embarcações em questão, “que serão entregues à Marinha colombiana quando tiverem a autorização do comando superior”.

A Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) anunciou que as tropas da Guarda Nacional apreenderam três barcos de combate “em estado de abandono” com emblemas da Marinha colombiana no sábado ao largo da costa do setor Chorro El Mono, no Estado venezuelano de Bolívar.

Os três lanchas modelo Boston Wheeler, cada um com dois motores Evinrude de 175 HP, não eram tripulados e estavam”armadas com metralhadoras calibre 50 e M60 e suas respectivas munições”, disse a agência.

Tentativa de incursão marítima

Na madrugada de 3 de maio, um grupo subversivo tentou entrar em território venezuelano ao longo da costa norte-central do país a bordo de lanchas rápidas, que foram interceptadas e repelidas pelas forças de segurança. Vários participantes da tentativa fracassada de invasão foram capturados e oito foram mortos.

Na quarta-feira, o presidente venezuelano Nicolas Maduro denunciou que “não há dúvida” da participação do presidente colombiano Ivan Duque na tentativa fracassada da incursão marítima. Maduro disse que Duque recebeu a ordem para participar desta manobra de seu homólogo americano, Donald Trump.

Em 3 de maio, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia negou a participação do país na manobra contra a Venezuela. “Esta é uma acusação infundada, que tenta envolver o governo colombiano em uma trama especulativa”, informou Bogotá.

Por sua vez, Duque declarou nesta sexta-feira que “não patrocina invasões ou qualquer tipo de truque” em resposta às acusações feitas pelo seu homólogo venezuelano.