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A Casa Branca atribui a vitória sobre a Alemanha nazista aos “EUA e ao Reino Unido” e recebe duras críticas por não mencionar o Exército Vermelho

Em suas recentes publicações não há uma única referência à URSS, que desempenhou um papel central na vitória na Segunda Guerra Mundial.

Melania e Donald Trump participam de cerimônia de oferendas florais para comemorar a vitória sobre a Alemanha nazista. The White House

A Casa Branca ficou recebeu muitas críticas on-line depois de atribuir a vitória sobre a Alemanha nazista apenas aos “Estados Unidos e ao Reino Unido” na sexta-feira, sem fazer uma única menção à União Soviética, o país que desempenhou o papel principal na derrota do nazismo na Segunda Guerra Mundial.

Em sua conta no Twitter a Casa Branca fez a seguinte publicação “Em 8 de maio de 1945, os Estados Unidos e o Reino Unido conseguiram a vitória sobre os nazistas! O espírito da América sempre vencerá. No final, é o que acontece”, acompanhado de imagens de uma cerimônia de colocação de flores para marcar a ocasião.

Nem nos tweets publicados nem no próprio vídeo há uma única menção à URSS, que teve um papel central no triunfo sobre a Alemanha nazista. Somente a sangrenta batalha de Stalingrado, que foi travada de 17 de julho de 1942 a 2 de fevereiro de 1943, é considerada o ponto virada na luta contra o fascismo no continente.

“Uma ofensa à história e à humanidade”.

Esta falsa versão dos acontecimentos feita pela Casa Branca provocou fortes críticas e zombarias dos usuários, que responderam ao tweet do governo americano com a foto icônica de um soldado do Exército Vermelho levantando a bandeira soviética sobre o Reichstag, a imagem que se tornou um símbolo da vitória soviética e aliada sobre o Terceiro Reich.

“Absolutamente falso”. Foi a União Soviética que derrotou a Alemanha nazista, não os EUA e o Reino Unido. Durante a maior parte da Segunda Guerra Mundial, os EUA e o Reino Unido enfrentaram apenas 10 divisões alemãs juntas. Só os soviéticos lutaram contra mais de 200 divisões alemãs”, escreveu o jornalista Ben Norton, observando que a Casa Branca “está tentando reescrever a história”.

“Uma mensagem nojenta, uma ofensa à história e à humanidade”, disse George Szamuely, pesquisador sênior do Institute for Global Policy em Londres, “A exclusão da nação que fez mais do que outros para esmagar os nazistas mostra quão baixa a América afundou”, disse ele.

“Errado”. O Exército Vermelho Soviético foi a principal força motriz por trás da destruição do nazismo. Cerca de 26 milhões de cidadãos soviéticos morreram durante a Segunda Guerra Mundial, incluindo 11 milhões de soldados. Os alemães sofreram 3/4 de suas perdas combatendo o Exército Vermelho”, escreveu o estudioso e escritor Tim Anderson, citando o livro ‘Hell: The World at War, 1939-1945’ do historiador britânico Max Hastings.

“Isto é nojento e desagradável”, disse um usuário da Internet. “Não tenho certeza se é ignorância, arrogância ou ambas. É um grande desrespeito. Independentemente do que se pensa da ex-União Soviética, a realidade é que foram eles que tomaram Berlim e perderam mais compatriotas do que qualquer outra nação”, apontou outro usuário do twitter.


Tradução e adaptação de conteúdo originalmente publicado em: RT