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Diosdado Cabello após a frustrada incursão na Venezuela: “Foi um plano dos EUA com apoio do narcotráfico”

O dirigente destacou que o movimento subversivo foi protagonizado por “mercenários” que procuravam perpetrar um golpe de Estado.

O presidente da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), Diosdado Cabello. 3 de maio de 2020.
Twitter @Conelmazodando

O presidente da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, Diosdado Cabello, disse que governos dos EUA e Colômbia estão por trás da tentativa de invasão marítima na costa norte do país.

“É um plano orquestrado pelos EUA, utilizando agentes da DEA e do narcotráfico, para uma incursão militar em nossa pátria”, denunciou o dirigente do chavismo, depois de informar que o GPS encontrado nas embarcações revelou que vinham da Colômbia.

Cabello disse que após a operação, que foi realizada graças a informações de inteligência que possuíam há semanas, oito rebeldes foram mortos e dois capturados, e foi possível apreender um importante lote de armas e dois veículos.

“É uma ação de mercenários, um golpe contra a institucionalidade do país”, apontou o dirigente, que previu que a direita venezuelana tentará justificar essa ação.

As autoridades não descartam que as prisões continuem porque as operações continuam em andamento, com respaldo da “inteligência popular”. Nesse sentido, Cabello advertiu que o Estado não hesitará em utilizar “todos os instrumentos na Constituição” para preservar a ordem interna e atuar contra as pessoas que, desde o território nacional, ataquem a institucionalidade do país.

Ligações com o narcotráfico

O presidente da ANC destacou que um dos mortos na operação frustrada era o capitão Robert Colina, vulgo Pantera, apontado como responsável por um acampamento paramilitar na Colômbia e vinculado a uma milionária mobilização de armamentos, que foi frustrada semanas atrás.

Colina tinha ligações com o ex-militar Clíver Alcalá, recentemente deportado para os EUA. Após ser acusado de narcotráfico e admitir seus planos de mobilizar armas para território venezuelano, com apoio do deputado opositor Juan Guaidó, para assassinar o presidente Nicolás Maduro e altos funcionários do chavismo.

O presidente da ANC também fez duras acusações contra o presidente da Colômbia, Iván Duque, a quem acusou de amparar em seu território as ações de Alcalá e de Colina.

“Esta Assembleia Nacional Constituinte rechaça de maneira contundente as ações de violência, e rechaça que os Governos dos EUA e da Colômbia continuem tentando minar as instituições na Venezuela. E o mais triste é que estão sendo financiados pelo narcotráfico”, disse.

O que é que aconteceu?

Na madrugada deste domingo, um grupo de “mercenários” tentou entrar no território venezuelano pelas costas de Macuto com lanchas rápidas, no estado de La Guaira, informou o ministro do Interior e Justiça, Néstor Reverol.

A tentativa de agressão à Venezuela ocorreu quase exatamente um ano depois da tentativa frustrada de golpe de Estado liderada pelo deputado Guaidó, em Caracas, acompanhado pelo líder de direita Leopoldo López.

“Parece que os ensaios frustrados imperiais para derrubar o governo legitimamente constituído, dirigido pelo presidente Nicolás Maduro, os forçaram a planejar ações desmedidas”, disse Reverol hoje, depois de declarar o estado de “alerta e resistência permanente” na nação sul-americana.

Fonte: RT