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A dura batalha do Brasil contra o covid-19 para não se tornar o foco mundial de mortes

Um estudo demonstra que o Brasil registra a mais alta taxa de contágio em nível mundial e que os casos aumentam nas favelas, onde é difícil de controlar.

Uma mulher recebe doações de alimentos para famílias pobres em São Paulo, Brasil, em 1º de maio de 2020.
Amanda Perobelli / Reuters

Com quase 100.000 contágios confirmados de coronavírus e mais de 6.000 mortes, o Brasil é o país latino-americano com mais casos. Mas pode piorar, avisam os cientistas.

Um estudo do Imperial College de Londres mostrou que o Brasil possui a maior taxa mundial de contágio de coronavírus. A isto acrescenta-se outra advertência dos investigadores: muitos cientistas estimam que o Brasil poderia ser o próximo epicentro de vítimas mortais da pandemia.

O coronavírus não faz distinção de classes, ou faz?

Os primeiros contágios no Brasil se registraram entre a classe alta que chegava de suas viagens pela Europa. Agora, o surto se expandiu e afeta principalmente os setores mais pobres do Brasil. “Importado pela elite brasileira que passa as férias na Europa, o novo coronavírus está agora devastando os pobres do país, arrasando os bairros densamente povoados onde a doença é mais difícil de controlar”, informa a Agência Reuters.

Segundo a agência, os dados de saúde pública no Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza reafirmam esta tendência. Nas últimas semanas, os novos casos de contágio passaram dos bairros ricos para os setores mais pobres.

Uma tendência perigosa, advertem os próprios moradores entrevistados pela Reuters. Brasilândia, um distrito de escassos recursos em São Paulo, registra o maior número de mortes pelo vírus na cidade. Lá os moradores reconhecem que os bares e os lugares de festas ao ar livre ainda permanecem lotados de pessoas.

Enquanto isso, nas favelas a luta contra o coronavírus também é dura. Muitas das casas carecem de água potável e sistemas sanitários. E nos bairros escasseiam os serviços de assistência médica.

Uma batalha perigosa contra o covid-19, que se soma a outra: o narcotráfico. Nas favelas prevalece a autoridade dos grupos criminosos, o que dificulta a implementação de medidas restritivas para evitar a propagação da pandemia.

Fonte: RT