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Dois exemplos de nacionalizações na Venezuela

A classe operária apoiada pelo Estado venezuelano reacendeu a produção metalúrgica na fábrica Tandem II da Siderúrgica del Orinoco (Sidor) em 2017. | Foto: De referência

Os trabalhadores foram os principais beneficiários e, além disso, retomaram o controlo da produção.

Em 1º de maio de 2007 o Governo da Venezuela concretizou a nacionalização da Faixa Petrolífera do Orinoco (FPO) e dos Convênios de Exploração a Risco e Ganhos Compartilhados.

Desta forma, pôs fim ao processo de privatização da indústria petrolífera, iniciado durante a década de 90. Com esta ação se garantiu uma maioria acionária de pelo menos 60 por cento na formação de empresas mistas.

A Faixa Petrolífera do Orinoco é a maior fonte de hidrocarbonetos líquidos do mundo. Compreende uma extensão de 55.334 quilômetros quadrados e está localizada ao sul dos Estados Guárico, Anzoátegui e Monagas.

O processo incluiu a nacionalização de 33 convenções cooperativas, 11 projetos de associações e todas as operações aquáticas, brocas e atividades de compressão de gás e de água desenvolvidas na FPO.

Na década de 80, as explorações em áreas petrolíferas da Venezuela estavam a cargo de consórcios estrangeiros como Mobil, Nero, Dupont Conoco, Amoco, LL&E e Benton dos Estados Unidos; a British Petroleum, da Inglaterra e Repsol, da Espanha.

“A abertura petroleira não foi senão uma tentativa de tirar, definitivamente dos venezuelanos, sua riqueza natural mais poderosa e maior, a tentativa do imperialismo de apropriar-se para sempre da reserva petroleira maior do mundo”, explicou o líder da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez.

Entre 2001 e 2011, a empresa destinou 123.499 milhões de dólares ao desenvolvimento de programas sociais, enquanto antes de 1999 a média de contribuições para este fim era de 30.000 milhões de dólares.

Nacionalização da Sidor

Em 12 de Maio de 2008, a Siderúrgica del Orinoco Alfredo Maneiro (Sidor), foi nacionalizada pelo então Presidente Chávez, empresa que tinha sido privatizada em 1997.

Sidor é um complexo siderúrgico integrado que utiliza tecnologias de Redução Direta e Fornos Elétricos de Arco. Está localizado na zona industrial de Matanzas, estado Bolívar, região sudeste, sobre a margem direita do rio Orinoco.

O principal favorecido com esta nacionalização sem dúvida foi o setor trabalhador, que viu concretizada a entrada em vigor do Contrato Coletivo, bem como a inclusão de empregados na folha de pagamentos fixa da Sidor e obtiveram importantes reivindicações e melhores benefícios laborais.

Fonte: TeleSUR